Resumos

Jesus Buíl
Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino

"Hiperflexão interfalângica em burros: 4 casos clínicos"

A hiperflexão interfalângica em asininos é muito frequente no Planalto Mirandês, não havendo dados da incidência em outras latitudes e países. Este estudo pretende analisar diferentes casos representativos de burros com este problema, bem como analisar a aplicação do tratamento adequado a cada um. Descrever-se-ão quatro casos clínicos com angulações da muralha frontal do casco com a horizontal ≥90º com diferentes idades, causas predisponentes e aplicação de distintos tratamentos. Assim, serão considerados os seguintes casos:
- Burranco neonato com deformidade flexural dos membros anteriores;
- Burranca de 6 meses com deformidade adquirida nos dois membros anteriores devido a um rápido crescimento;
- Burra adulta de 17 anos de historial desconhecido com hiperflexão de um membro anterior. Apresenta sinais de lesões crónicas nos tendões flexores e anomalias no crescimento do casco. Não se observam alterações radiológicas na mecânica das articulações interfalângicas;
- Burro castrado geriátrico de historial desconhecido com um processo patológico crónico nos tendões e crescimento do casco, como com sinais de degeneração articular.
Os casos foram tratados dependendo da causa predisponente, idade e prognóstico radiológico e clínico. Os tratamentos basearam-se na correcção nutricional, fisioterapia, exercícios, tratamento médico, aparos correctivos do casco, ferragem ortopédica com extensão frontal, reconstrução do casco com materiais específicos e cirurgia (tenotomia do tendão flexor profundo).
Este estudo é uma mostra de quatro casos que se trataram com sucesso e foram documentados fotograficamente cada 10-15 dias com um medidor de ângulos durante um período de 6 meses. Estes casos continuam a ser monitorizados e, além de não ser uma amostra representativa, são casos muito habituais na nossa clínica diária.
O objectivo deste estudo é abrir um debate sobre as diferentes técnicas, avanços e experiências dos clínicos da sala sobre o tratamento deste problema.

Palavras-chave: burro, deformidade flexural, ferragem ortopédica, degeneração articular, angulação muralha frontal do casco-horizontal.

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Cristina Bastos de Carvalho

FMV-UTAD, mestranda

“Biópsias uterinas na avaliação da integridade funcional do endométrio em burras do Planalto Mirandês” (PT)

  Nos equinos, a fertilidade é definida como a capacidade de conceber, manter a gestação e parir um poldro vivo (Kenny, 1978). Na égua, um dos principais fatores determinantes da fertilidade é a qualidade do endométrio, em particular no que respeita à sua integridade morfofuncional (Kenney, 1978; Simon et al, 1999). Esta espécie tem alguma predisposição para desenvolver situações inflamatórias e degenerativas que cursam frequentemente de forma subclínica e comprometem a função uterina (Doig et al, 1981). A biópsia do endométrio tornou-se parte integrante na avaliação reprodutiva de éguas usadas para fins reprodutivos e de éguas sub-férteis (Ganjam et al, 2006; Overbeck et al, 2013). Através das biópsias de endométrio podemos não só chegar ao diagnóstico de uma afeção associada a infertilidade não detetável no exame ginecológico básico, mas também seguir a resposta do endométrio a um tratamento dirigido a uma afeção particular ou emitir um prognóstico relativo à capacidade do útero levar a termo uma gestação (Kenney, 1978; Ferreira-Dias et al, 1999; McCue, 2009). Este procedimento é o método mais sensível para o diagnóstico de algumas destas alterações (Simon et al, 1999).
  A biópsia do endométrio aparece assim como um método auxiliar de diagnóstico de infertilidade na égua, pelo que deve sempre ser inserido em contexto clinico, completando o exame ginecológico (Waelchli, 1990; Sepoy, 2008), em particular em fêmeas que apresentam história de baixa eficiência reprodutiva. Por outro lado, a sua utilidade pode ser complementada com a realização de análises microbiológicas. Vários estudos demonstram que o exame histológico associado à biópsia tem não só valor diagnóstico como também prognóstico sobre o problema da perda de fertilidade da égua (Overbeck et al, 2013). Há contudo que salvaguardar que a eficiência reprodutiva não depende exclusivamente da saúde do trato reprodutivo, especialmente do útero, mas também depende do maneio reprodutivo a que as éguas se encontram sujeitas (Waelchli, 1990).
  O facto de o burro (Equus asinus) e o cavalo (Equus caballus) serem bastante semelhantes anatomicamente (Saber et al, 2008), permitiu que este estudo fosse possível na medida em que, para as fêmeas de burro, não existem ainda estudos sobre a avaliação da fertilidade com base na classificação endometrial. O estudo aqui apresentado tem como ponto fulcral a avaliação da fertilidade com base na classificação do útero das fêmeas de Equus asinus.

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Luís Manuel Madeira de Carvalho
CIISA, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Lisboa

“Desparasitação racional dos asininos: a busca de alternativas” (PT)

  A desparasitação é um acto médico-veterinário de extrema importância para a saúde e bem-estar dos equídeos. No caso dos asininos, a desparasitação nem sempre é efectuada, fruto de diversos factores, tais como a eventual rusticidade do animal, o valor económico do asinino ou a falta de tradição para o efeito. Por outro lado, quando inseridos numa exploração com outros equídeos, este assunto deve ser de extrema importância, não só porque os parasitas de equinos e asininos são os mesmos, mas porque a não desparasitação destes pode ajudar a perpetuar as infecções de todos.
  Pelo exposto, a desparasitação dos burros deve ser avaliada de acordo com as especificidades do animal, da exploração, aptidão e risco de infecção por parasitas. Relativamente aos helmintes gastrintestinais, sem dúvida dos mais prevalentes e abundantes nos asininos em Portugal, têm sido abordados vários aspectos do seu controlo racional, permitindo a eliminação dos helmintes mas, em simultâneo, a utilização dos seus produtos (caso do leite de burra), ou uma desparasitação estratégica de acordo com o tipo de exploração (animais em extensivo e/ou estabulados). Esta desparasitação por vezes socorre-se de produtos off-label de eficácia e espectro discutível (como por exemplo as lactonas macrocíclicas injectáveis ou administradas pour on) e é necessário aquilatar o custo/benefício do seu uso.
  A utilização destes animais em contextos de produção animal biológica ou em aplicações especiais como a asinoterapia, solicitam a utilização de métodos alternativos e/ou complementares de desparasitação para reduzir os resíduos e diminuir o seu risco para outros animais e os humanos. Para este efeito, a desparasitação clássica estratégica de todos os asininos duma exploração poderá ser complementada com a desparasitação selectiva de alguns, assim como a utilização de fungos nematófagos e forragens bioactivas, poderá constituir uma alternativa de futuro.
  Por último, a desparasitação dos asininos só será racional se utilizarmos um princípio básico do controlo antiparasitário, que passa pela monitorização e análise regular dos animais, quer previamente à administração de produtos, quer após a mesma, respectivamente para adequar os princípios activos à parasitose e verificar a eficácia do programa instituído.

Palavras-chave: asininos, helmintes gastrintestinais, desparasitação, anti-helmínticos, fungos nematófagos, forragens bioactivas, monitorização

Financiamento: CIISA-FMV-ULisboa, Project PEst-OE/AGR/U10276/2014, FCT

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Mariana Yuan Couto
Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Lisboa, alumni

"Comportamento alimentar asinino como medida de controlo integrado do parasitismo"

  O conhecimento do comportamento alimentar asinino em pastoreio é escasso, ainda que este constitua a principal fonte de alimento destes animais, particularmente em Miranda do Douro. O controlo do parasitismo gastrointestinal é considerado um dos maiores problemas de animais herbívoros em regime extensivo, com grandes repercussões no estado de saúde e bem-estar animal. Na AEPGA realiza-se um controlo parasitário estratégico que visa a desparasitação dos animais selectivamente. Sabe-se que a nutrição é capaz de influenciar (modular) a capacidade de resistência do hospedeiro face às interacções de nematodes gastrointestinais. Neste sentido, com o intuito de valorizar a única raça autóctone de burros em Portugal, através do estudo de um caso num Lameiro típico transmontano com um grupo de burros em sistema de pastoreio livre, realçamos as qualidades destes pastos e a suas possíveis propriedades medicinais, como no controlo do parasitismo através da medição dos compostos fenólicos (taninos). Podendo esta, ser uma ferramenta importante na conservação destes pastos semi-naturais permanentes de montanha, de maneio e modos de produção animal mais baratos.

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José Hernández
Grupo para el Estudio de Enfermedades de Équidos, Dpto. Patología Animal, Facultad de Veterinaria, Universidad de Santiago de Compostela

“Premezcla de concentrado alimentario + esporas de hongos para reducir la infección por estrongilados en Equus africanus asinus” (SP)

  Además de brindar la posibilidad de observar y conocer especies animales de diferentes localizaciones geográficas, los Parques Zoológicos cumplen funciones de mantenimiento y recuperación de especies en peligro de extinción, y también de investigación. Para ello, ha sido necesario introducir cambios que fundamentalmente se han orientado a mejorar las condiciones de alojamiento de los animales y su alimentación, poniendo especial énfasis en asegurar un estado sanitario óptimo.
  Al igual que sucede con otras especies de renta, los animales en cautividad tienen un riesgo importante de padecer infecciones parasitarias, y entre las más frecuentemente diagnosticadas se encuentran las gastroenteritis parasitarias. Se trata de enfermedades provocadas por nematodos, en especial estrongilados, cuyo control se basa en la administración periódica de antihelmínticos. Dado que los animales suelen mantenerse en parcelas valladas, la eliminación continuada de huevos de los parásitos en las heces conlleva la contaminación elevada del suelo. De este modo, aunque se observen programas de desparasitación cada 3-4 meses, se producen reinfecciones con elevada frecuencia.
  Se emplearon 6 burros africanos (Equus africanus asinus) que se mantienen en una parcela de 1000 m2 del Parque Zoológico “Marcelle Natureza” (Outeiro de Rei, Lugo). En septiembre de 2011 se aplicó un tratamiento antiparasitario a base de ivermectina + praziquantel; cada 2 semanas se les proporcionó una premezcla alimentaria compuesta por concentrado + esporas del hongo atrapa-nematodos Duddingtonia flagrans. La eficacia de la terapia se determinó mediante la técnica de flotación, estableciéndose los recuentos fecales de huevos (HPG). Se realizaron coprocultivos para conocer los géneros de los nematodos.
  El análisis de las heces mostró que los burros africanos estaban parasitados por Cyathostomum sensu lato, Trichostrongylus, Gyalocephalus y Poteriostomum. Con el tratamiento antihelmíntico se suprimió la eliminación de huevos durante 16 semanas. Transcurrido este periodo, durante 12 meses no se detectaron recuentos superiores a los 400 HPG, por lo que no se volvió a administrar antiparasitario a los asnos. Estos resultados demuestran que la adición de esporas al concentrado alimentario para la nutrición de asnos en cautividad ofrece una posibilidad sostenible muy eficaz para prevenir la infección por nematodos gastrointestinales.

Palavras-chave: asnos, Parque Zoológico, nematodos, control biológico, hongos atrapa-nematodos

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Gemma Lilly
The Donkey Sanctuary

“Donkey Dentistry” (EN)

Discussing the need for dentistry; we will take a video and photo based tour of anatomy, physiology, hypsodonty, eruption and mastication. Donkey specific clinical signs of poor dental health and their correlation to systemic diseases found in the UK will be reported. Common dental/oral diseases including periodontal disease, diastema, dental overgrowths and fractures will be presented using full colour photographs, endoscopic views and radiographs. Data will also be discussed from recent dental health and welfare audits of the Donkey Sanctuary UK herd to aid quality of life, management and welfare decision making. Delegates are strongly encouraged to raise questions and take an active part in discussions.

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Miguel Quaresma
FMV - UTAD

“Análise Demográfica da Raça Asinina de Miranda” (PT)

  Foram realizadas uma Análise de Viabilidade de População e uma Análise de Pedigree, no sentido de prever a progressão da raça e de identificar os fatores mais importantes para a sua manutenção, e fez-se igualmente a análise dos registos dos proprietários de animais. Esperou-se assim formular estratégias de conservação assentes em critérios objetivos. O estudo aqui apresentado foi realizado com os dados obtidos entre início de 2002 e final de 2012.
  O número de fundadores e antepassados estimados para a população de referência da raça é de 128 e 121, respetivamente. O número de explorações fundadoras é de 64, mas o número de efetivo de explorações fundadoras a contribuir para a população de referência é de somente 7,6. Os fatores mais críticos para a sobrevivência da raça são a percentagem de fêmeas a parir por ano, a redução de mortalidade e da idade ao primeiro parto das fêmeas e o registo e traçabilidade de todos os burrancos. Das fêmeas em idade reprodutiva, apenas 54,1% havia já parido. A taxa de mortalidade neonatal dos burrancos no primeiro mês de vida é de 8,92%. Esta taxa de mortalidade foi desigualmente distribuída ao longo do ano, com as maiores taxas de sobrevivência entre fevereiro e maio, e outubro e novembro. A taxa de mortalidade neonatal dos burrancos é menor em nascidos de burras com idades ao parto entre 5 e 15 anos (8,06%).
  A idade média dos proprietários de animais da Raça Asinina de Miranda é de 66 anos, com uma correlação negativa entre o número de animais detidos e nascidos na exploração e a idade dos proprietários. Por outro lado, a presença de um macho na exploração e o tamanho da mesma está associado a um maior número de nascimentos na mesma. Proporcionalmente, hoje em dia mais crias nascem nas explorações fora do solar da raça. Outros fatores de risco para a variabilidade genética identificados foram baixas taxas de reprodução, reduzido número de machos com descendência e sua desigual contribuição para a mesma.

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João Rodrigues

FMV-ULHT


"Medicina estomatológico-dentária em burros: algo mais do que limar dentes"

A medicina estomatológico-dentária em asininos deveria acima de tudo ser um acto profiláctico, controlando desde tenra idade a patologia considerada de desenvolvimento e evitando assim a ocorrência de patologia adquirida. A presente comunicação debruça-se sobre as situações patológicas menos comuns diagnosticadas num estudo prospectivo in vivo realizado entre 2009 e 2013, abrangendo 800 asininos (n= 400 Asininos de Miranda e 400 asnos Zamorano-leoneses).
De salientar a presença de poliodontia, definida como a presença de dentes em excesso relativamente à fórmula dentária fisiológica em equídeos. Diagnosticada em 2,25% da população estudada, esta doença pode ser responsável por deslocamentos axiais das peças dentárias adjacentes, ocorrência de zonas de não desgaste dentário, formação de diastemas, doença periodontal, infecções apicais e sinusites secundárias, devendo constar sempre das listas de diagnóstico diferenciais. A erupção tardia das peças supranumerárias (o que leva a um aumento da prevalência com a idade) ou a sua posição normalmente maxilar e distomolar contribuem para o não diagnóstico precoce da doença, sendo muito importante um exame oral detalhado e a obtenção de imagens radiográficas da cabeça.
Outras situações patológicas igualmente incomuns serão apresentadas, nomeadamente casos clínicos (case report) de sialolitíase no conduto da glândula parótida e hiperplasia gengival directamente relacionada com a presença de shear mouth (boca em tesoura), abordando igualmente os meios de diagnóstico complementares necessários à obtenção de um diagnóstico definitivo, assim como as técnicas cirúrgicas realizadas para a resolução de cada um dos casos.

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Alex Thiemann
The Donkey Sanctuary

“Castration of the donkey: Technique and complications” (EN)

Castration of the donkey can require more preparation than in the horse. It is recommended to ligate the spermatic cord to reduce the risk of haemorrhage, and this may require a general anaesthetic. Many owners leave their donkeys to be castrated until they are mature which increases the risk of post-operative complications including swelling and infection. In this lecture we will discuss the standard closed technique for castration, and variation on this such as scrotal ablation, including anaesthetic protocols for in-field and theatre situations. For mature jacks an inguinal approach may be preferable which achieves first intention healing and reduces the risk of infection. We will cover how to cope with haemorrhage including how to perform a blood transfusion in an emergency, and the methods to cope with infection in the skin or cord. The Donkey Sanctuary vet department has been monitoring complication rates and will share our methods for auditing results and acting upon the findings. By the end of the lecture practitioners should feel confident to cope with routine castration, and be able to recognise and deal with problems that may arise.

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Paula Pimenta Tilley
CIISA (Centro de Investigação Interdisciplinar em Sanidade Animal), Unidade de Equinos, Departamento de Clínica, FMV-UL

“Contribuição para o diagnóstico de alterações das vias aéreas inferiores em asininos: primeira avaliação da citologia do líquido de lavagem broncoalveolar (LBA)” (PT)

  Os sinais iniciais de alterações das vias aéreas inferiores, tais como a obstrução recorrente das vias aéreas (ORVA), geralmente passam despercebidos nos asininos uma vez que estes, não sendo animais de desporto, não fazem geralmente exercício físico intenso.1
  Foi nosso objectivo avaliar a utilização citologia do líquido de lavagem broncoalveolar (LBA) no diagnóstico das alterações das vias aéreas inferiores em asininos.
  Estudaram-se dez asininos com idade media e desvio padrão (DP) 15+/-9,2 (anos) e peso médio e DP 225+/-86,6 (kg). Após o exame físico, fizeram-se sob sedação exame radiológico do tórax, endoscopia respiratória e LBA, utilizando uma sonda de LBA para equinos3 guiada por endoscopia. Fez-se o controlo da tosse reflexa com lidocaínaa e monitorizaram-se a frequência cardíaca (FC) e respiratória (FR). Completou-se ainda uma folha de estadiamento clínico da ORVA.2
  Nove asininos foram classificados com o estadio de ORVA zero e um com o estadio dois2. Para a LBA utilizaram-se em média 383ml (250-500) de soro fisiológico e as %médias e DP de neutrófilos e macrófagos foram 12,9+/-13,1 e 47,9+/-14 para os animais classificados com o estadio de ORVA zero. O animal classificado com estadio dois apresentou 58% de neutrófilos e 6% de macrófagos. O reflexo de tosse foi mais prontamente estimulado pela sonda de LBA que no cavalo. As FC e FR não variaram significativamente durante o procedimento.
  Foi possível efectuar a LBA em asininos tal como no cavalo, com algumas modificações: utilizou-se o endoscópio como guia, administrou-se lidocaínaa tópica a nível da laringe, carina e antes de insuflar o balão da sonda, posicionou-se a cabeça elevada quando da entrada na laringe. Neste pequeno grupo, a %neutrófilos no líquido de LBA em asininos classificados com grau zero de ORVA foi superior e a %macrófagos inferior às registadas no cavalo.
  Embora seja necessária a avaliação de um grupo mais alargado, estes resultados apoiam a utilização da citologia do líquido de LBA na avaliação das vias aéreas inferiores em asininos.

a3 vezes 20 ml de 20mg/ml, Anestesin, Medinfar, Amadora, Portugal.
1 Thiemann A (2008). Respiratory problems. In: The professional handbook of the donkey, 4a edição, Whittet Books, 111-123.
2 Tilley P, Sales Luis JP, Branco Ferreira M (2012) Correlation and discriminant analysis between clinical scores, endoscopic scores, thoracic X-ray scores and bronchoalveolar lavage fluid cytology scores, for staging horses with recurrent airway obstruction (RAO). Research in Veterinary Science (93) 1006-1014.
3 Viel L (1980). Structural-functional correlations of the lung in light horses. MS thesis, University of Guelph, Canada.


Palavras-chave: Lavagem Broncoalveolar (LBA), citologia, asininos